Where are you? Onde estás, pá?

Where are you? Onde estás, pá?de Francisco Campos e Maila Dimas
teatro

Palácio do Sobralinho
Sab, 6 Dez 22:00
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Quando o elevador se avaria temos de ir pelas escadas. «Where are you? Onde estás, pá?» é uma peça em dueto ou duelo sobre a ausência da auto-crítica, com acento nos grandes planos e com a simplicidade do absurdo. Um homem e uma mulher seduzem-se sem rodeios num elevador. Aos poucos descobrem afinidades que revelam um passado sinistro entre os dois. Para cada um deles, o outro parece ser tudo aquilo que lhe causa mais receios. Em julgamento, confinados num elevador avariado, o combate entre os dois é inevitável. O espaço exíguo e escuro onde as personagens se vão reconhecendo num percurso pela memória que filtraram e da qual não se querem lembrar. O espectáculo caminha para a luz e para o reconhecimento, à medida que o espaço se diluí e o elevador se transforma num clube de combate.

«Where are you? Onde estás, pá?» foi estreado em Dezembro de 2013 na Blackbox / O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo. Foi criado em cerca de um mês em residência artística no Convento da Saudação, num verdadeiro processo-relâmpago, e insere-se numa trilogia de duetos iniciada em 2012 com o «O Último Voo da Tartaruga», e que teve em »Insight» a sua segunda etapa.

 

FICHA TÉCNICA

Um projecto de Francisco Campos e Maila Dimas
Texto _ Francisco Campos
Interpretação _ Francisco Campos, Maila Dimas
Espaço Cénico _ Nuno Borda d’Água
Desenho Luz _ Nuno Patinho
Design Gráfico _ Miguel Rocha
Edição e Registo _ Rodolfo Pimenta
Produção _ Sandra Coelho

M/16
Produção: Projecto Ruínas
Apoios: O Espaço do Tempo | Oficinas do Convento

 

Francisco Campos nasceu em Lisboa, em 1969. Estudou Arqueologia na Faculdade de Letras, Teatro no I.F.I.C.T., em Londres, e na École Philippe Gaulier, em Paris. Estreou-se em Grupo de Vanguarda de Vicente Sanches, no Grupo de Teatro de Letras, onde ainda trabalhou Goldoni, Brecht e Gil Vicente. Em 1994 estreou-se profissionalmente em Miscelânea de Garcia de Resende, sob a direcção de Rogério de Carvalho, na Culturgest. Encenou pela primeira vez em 1995 o espectáculo O Passeio de Buster Keaton e outras histórias, de Lorca, e fundou a Real Companhia o Mosquito. Trabalhou autores como Lorca, Tomeo, Dylan Thomas, Camões, William Blake, Luiz Pacheco, Philip Ridley, etc. Trabalhou com diversos encenadores, como Ávila Costa, Rogério de Carvalho, Lúcia Sigalho, João Lagarto, Sandra Faleiro, Madalena Vitorino, Filipa Francisco, Ana Nave, Luís Assis, Pedro Wilson, Bruno Bravo, António Olaio, Alexandre Lyra Leite, Mário Trigo, Rafaela Santos, Romulus Neagu, etc. No Brasil, trabalhou com Leonardo Medeiros, Regina França e Nilton Bicudo. Leccionou vários workshops, sobretudo sobre a técnica Buffons, no Porto, Montemor-o-Novo, Serpa, Évora e Faro. Foi professor de Interpretação no curso de formação de actores da Universidade Moderna. Ultimamente, participa predominantemente em espectáculos de autor e co-criações. É fundador do Projecto Ruínas com sede em Montemor-o-Novo, com Susana Marques e Sara Machado da Graça, para o qual criou de raiz nove espectáculos e onde trabalha como autor, encenador e actor.

Maila Dimas nasceu em 1972. Actualmente, encontra-se a finalizar o Mestrado em Teatro e Comunidade na Escola Superior de Teatro e Cinema. Ao longo da sua carreira, tem participado em inúmeros projetos que têm como método de trabalho a improvisação e o Método Divising. Em 1998 foi membro fundador do Colectivo Sopa Produções que se dedicava essencialmente ao Teatro Improvisado. Desde essa altura, o teatro físico aliado ao método divising tem sido uma constante no seu percurso artístico que tive início com os projetos da Sopa Produções, passando pelas inúmeras peças realizadas com o Projecto Ruínas (encenações de Francisco Campos) e finalmente no espectáculo O Escadote. Desenvolveu o seu percurso pessoal em Portugal e Macau como actriz, marionetista e professora de Teatro. Trabalhou com vários encenadores, nomeadamente: Jorge Silva Melo, João Brites, Francisco Campos, João Mota, Rafaela Santos, Francisco Salgado e Sandra Faleiro.

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