Function ou A Função

de Francisco Campos
Projecto Ruínas

Palácio do Sobralinho
3 e 4 Dezembro 2021, 21:30

Bilhete: 7,5€ / 5€ (jovens até 25 anos)
M/14 anos
Apresentação obrigatória de certificado digital de vacinação ou teste negativo à covid-19, bem como uso de máscara.

Dividido em três partes, “Function ou A Função” retrata o universo de três personagens que se transformam gradualmente em monstros.
Primeira parte: um homem trabalha num pequeno escritório ou departamento onde desempenha uma função inútil qualquer, daquelas que os novos tempos tornaram obsoleta. Uma noite, durante o turno, o funcionário adormece. Quando acorda está transformado num monstro. Fica assustado e profundamente envergonhado. Os colegas reparam mas não estranham. O tempo passa e a transformação torna-se permanente.
A segunda e terceira parte retratam o mesmo fenómeno em personagens diferentes.

Ficha Artística

TEXTO E ENCENAÇÃO Francisco Campos
CO-CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Catarina Caetano, Francisco Campos e Miguel Antunes
DESENHO DE LUZ Paulo Vargues
OPERAÇÃO TÉCNICA Paulo Vargues | João Sofio
FIGURINOS Andreia Rocha
REGISTO E EDIÇÃO Rodolfo Pimenta
FOTOGRAFIA DE CENA Inês Sambas
GRAFISMO Miguel Rocha
PRODUÇÃO Catarina Caetano e Inês Abrunhosa | Projecto Ruínas
FINANCIAMENTO República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes , Município de Montemor-o-Novo
APOIO Oficinas do Convento, CAPA DeVir, LARGO Residências, Teatro Ibérico, Inestética Associação Cultural de Novas Ideias, TeatroMosca, Centro Cultural Malaposta, Teatro da Trindade

fotos © Inês Sambas

O Projecto Ruínas é uma estrutura de criação teatral, que produz espectáculos nos quais se cruzam áreas artísticas. Começa como uma estrutura informal, em 2000 e estabelece-se como associação cultural em 2003, primeiro em Lisboa e depois em Montemor-o-Novo a partir de 2004, onde com os apoios da autarquia e dos agentes culturais locais, desenvolve a sua actividade até aos dias de hoje. Já levou a cena 25 espectáculos baseados em textos e roteiros originais, e próprios.

Desde a sua formação o Projecto Ruínas tem procurado um caminho singular através da experimentação, cruzamento de disciplinas e influências, devising e novas dramaturgias. Partindo do pressuposto de que em cada projecto tem que se percorrer um caminho novo, o Ruínas tenta nos seus espectáculos partilhar a experiência da criação com o público, de uma forma crua, desafiando limites, arriscando e abraçando as falhas.

No início, a marca fundamental era a improvisação e a experimentação em torno da técnica bufão. Os espectáculos eram construidos em site specific, em espaços em ruínas, que eram o pano de fundo de materiais artísticos de cruzamentos disciplinares.

O devising estabeleceu-se como método a partir de 2004, para fazer aparecer uma dramaturgia original e inspirada em temas contemporâneos. A linha artística evoluiu no sentido de uma narratividade. A humanidade das personagens, a sua contextualização social e a sua colocação em situações de crise de identidade, apareceram como marca dramaturgica.

A partir de 2012, o Projecto Ruínas evoluiu para um novo processo de criação, centrado numa abordagem física em detrimento do trabalho a partir do texto, e a coreografia e o movimento tornaram-se elementos fundamentais para a evolução dos trabalhos.

No presente destacamos dentro da linha artística uma vertente mais assente no texto e na sua ambiência, e uma outra mais baseada no movimento e no absurdo.

O Projecto Ruínas conta com um vasto currículo de criações: Sátira em Ruínas (2000); Gueto (2002); Ilustres Horas (2003); Império Contra-Ataca (2004); Comichão (2005); Hans, O Cavalo Inteligente (2006); O Vizinho (2007); Voluntário 22 (2007) ; Shadow Play (2008); Contratempos (2009); Molusco (2010); Aparato (2010); Finlândia (2011); Corredor (2011); O Espírito da Coisa (2012); O Último Voo da Tartaruga (2012); Insight (2013); Where are you? Onde estás, pá? (2013); Não me Lembro de Nada (2014); Impostor (2014); Edit (2015); Sonatina (2015); Norma (2016); Dança (2017); Mute+Solo (2017); Baby Blues (2018); Eczema (2017); Mosca (2018); Felicidade (2019); Rcoy (2019); Zona (2020). 

Também produziu espectáculos de artistas emergentes: Constantin Gavrilovitch acaba de se matar (Rui Pina Coelho e Carlos Marques 2013); Das Ding (Susana Nunes 2014); Le Bouc (Susana Nunes 2015); Atelier Paixão (Catarina Caetano 2017).

Realce ainda para o papel que tem vindo a desempenhar na formação e na programação, onde se destaca a mostra Noites Curtas, dedicada a espectáculos de curta duração e com prioridade para o trabalho com artistas e estruturas emergentes.