Laboratório de Dramaturgia, 30 Ago a 1 Set

As palavras na paisagem
por Ricardo Cabaça

Palácio do Sobralinho
30 Agosto a 1 Setembro 2021
Seg a Qua, 10:00-18:00 (com pausa para almoço, não incluído)
Inscrições online até 20 Agosto
Nº limitado de vagas
Preço: 100€
(25% desconto para estudantes, maiores de 65 anos e desempregados)

As palavras na paisagem

Este Laboratório de dramaturgia tem como premissa desenvolver a relação entre espaço e o exercício da escrita, através da presença do artista numa determinada geografia, assimilando os elementos naturais ou artificiais que o envolvam. Além de ser um processo bilateral, onde o autor é permeável ao espaço mas também este é uma construção concreta da obra, vemos o ato da escrita como uma revolução do espaço. Será que voltamos ao mesmo espaço depois de lá termos estado desde a última vez? O que mudou desde o momento em que escrevemos aquela alameda de uma outra forma? 

O Laboratório As palavras na paisagem vai acontecer em diversos espaços do Palácio do Sobralinho. Cada artista escolhe o seu espaço como o centro da sua revolução.

Este laboratório é um novo mapa que funde paisagem, respiração, palavra e invisibilidade.

Coordenação e Formação Ricardo Cabaça

Objectivos

– Promover a escrita para teatro, considerando a especificidade da escrita dramática nas práticas cénicas contemporâneas.

– Desenvolver a discussão e diálogo, envolvendo os dramaturgos num processo de criação teatral, potenciando assim a cumplicidade entre artistas.

– Incentivar o aparecimento e a consolidação profissional de novos autores dramáticos.

– Promover a escrita e a apresentação de textos cénicos, através de mecanismos virtuais e amplos na difusão das obras.

Estrutura do Laboratório

Carga horária: 24 horas

Dia 1
Apresentação do projeto e dos espaços possíveis para o desenvolvimento dos textos.
O que é escrever para teatro. Principais problemas e erros a evitar.
Ritmo e duração.
Dramaturgia, escritas de palco e escritas alternativas. O contexto ideal.
Exercícios

Dia 2
Refletir sobre estruturas e abordagens possíveis.
O formato que mais se adapta ao contexto.
Potenciar o ponto de vista como único.
Pensar novas perspectivas de análise.
Exercícios

Dia 3
Dramaturgia das possibilidades.
Teorizar sobre os destinos possíveis de uma sociedade.
Exercícios

Futuro dos textos escritos a partir deste Laboratório

Os textos que resultem deste Laboratório serão disponibilizados online, em formato áudio. A apresentação pública será feita através de um mapa ficcionado do espaço, uma cidade de artistas em retiro. Cada espaço de escrita terá um QR CODE que ligará ao áudio do texto, biografia do artista e outras informações pertinentes.

Seleção e inscrição

A participação neste Laboratório não está sujeita a seleção, senão com o compromisso de escrever um texto de teatro. Pede-se, no entanto, uma bio e uma cena de duas páginas relacionada com um dos espaços da casa do artista, apenas para um início de cumplicidade.

Texto a escrever durante o Laboratório

O texto deve ser entregue até um mês depois do último dia do Laboratório. Cada texto não deve exceder as quinze páginas.

Ricardo Cabaça (dramaturgo e encenador) | Biografia

Licenciado em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e frequência no Mestrado em Estudos de Teatro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Publicou as peças O primeiro quarto na Bypass #2, Morte súbita na Revista Galega de Teatro #78 (Espanha), Stop Motion para Eadweard nas Edições Húmus, Albert Cossery ou Uma palavra para o dia chegar ao fim na Revista Ensaia (Brasil), Storni-Quiroga na Licorne, Depois da última página / Náufragos nas edições Adab, Gaia, Corpo futuro e Dix nas Edições Primata (Brasil) e Albert Cossery ou Uma palavra para o dia chegar ao fim na não (edições).
A peça A vida segunda da barata, a partir de Franz Kafka foi selecionada e encenada na Mostra de Peças em um Minutos dos Parlapatões, em Lisboa e em São Paulo.
Participou no Seminário Internacional de Dramaturgia 2015 (Obrador d’Estiu) em Barcelona, na Sala Beckett, com Simon Stephens. Em 2016 foi o dramaturgo português convidado para a residência artística do Chantiers d’Europe, no Théâtre de la Ville, em Paris. A peça Os náufragos foi lida pelo elenco do Théâtre de la Ville.Participou no IX Seminário Internacional de Dramaturgia Amazônida (2019) como palestrante e com uma oficina de dramaturgia.
Participou no Festival de Peças de um Porvir com a peça Anti-Benjamin (2020).
Os seus textos foram encenados em Portugal, Brasil, Espanha e França.Cofundador e Codiretor Artístico da 33 Ânimos, juntamente com Daniela Rosado, desde a sua fundação, em 2012.

Imagem/Design de Rita Carpinha