Keep the Streets Empty for Me

de Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo

Palácio do Sobralinho
5 a 15 Maio 2022
Qui a Dom 20:30
M/12
Estreia

Keep the Streets Empty for Me é um percurso sonoro (audiowalk) idealizado para o espaço que circunda o Palácio do Sobralinho.

Duas vozes guiarão o público pelo espaço enquanto refletem sobre o lugar da performance e o lugar da arte no mundo contemporâneo, com ênfase nas questões ambientais e pós-humanistas. Este projeto pretende colocar o público numa posição de confronto entre o espaço onde se encontra, onde a natureza é preponderante, e a presença de uma atmosfera sonora contrastante. 

Parte do percurso será feito à noite. Aconselha-se calçado confortável. No final será servida uma refeição ligeira. Duração aprox: 60 minutos

Keep the streets empty for me, de Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo
Keep the streets empty for me, de Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo
Keep the streets empty for me, de Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo

fotos © Martim Ramos

No seu livro “A Field Guide to Getting Lost”, Rebecca Solnit faz uma breve e concreta descrição do que é uma ruína: “O que é uma ruína afinal? É uma construção humana deixada ao abandono para a natureza, e um dos fascínios da ruína é a sua indomabilidade”. As pessoas constroem a cidade e a natureza destrói a cidade, num processo cíclico que acontece quando as construções, os equipamentos e as infra-estruturas urbanas deixam de ter interesse económico. Neste processo, a que podemos chamar de destruição, mas também de erosão, transformação ou apropriação invasiva de um espaço, é criada a ruína. 

Um dos objectivos deste percurso sonoro é confrontar a ruína com os possíveis ecos do seu passado criando um efeito sinestésico no espectador-ouvinte. 
Pretendemos fazer uma visita guiada pelos detalhes que habitam os jardins do Palácio, tratando-os como universos interligados, expandindo o seu tempo e extraindo as suas histórias.

Keep the Streets Empty for Me é uma reflexão sobre o presente, o colapso ambiental, neo-liberalismo e pós-humanismo tendo como referência as obras de Rebecca Solnit, Mark Fisher, Timothy Morton, Donna J. Haraway, entre outros.

Ficha Artística

Criação Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo
Intérpretes Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo
Sonoplastia Diogo Rodrigues
Registo fotográfico e de vídeo Martim Ramos
Direcção técnica Fernando Tavares
Assistência técnica Inês Maia
Design gráfico Rita Leite
Apoio à produção Susana Serralha
Produção Inestética companhia teatral

Estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, DGArtes e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Apoios Arte Franca, Imarte
Media Partner RADAR 97.8 FM

Audiowalk | Duração aprox: 60 minutos | M/12 anos

Keep the streets empty for me, de Ana Vilela da Costa e Marina Leonardo
Biografias

Ana Vilela da Costa (Lisboa, 1984) actriz e criadora. MA DAS Theatre (AHK) (Amesterdão) (2019). MA Artes Performativas, ESTC – IPL (2014). Lic. Antropologia, ISCSP – UL (2008).Bolseira GDA (2017/18) e Gulbenkian (2017/19). Enquanto criadora, explora fronteiras entre realidade e ficção numa prática interdisciplinar que junta performance e vídeo/fotografia para abordar temas como memória e arquivo, ficção científica e pós-humanismo. Em cinema trabalhou com Lav Díaz, João Nuno Pinto, Pedro Varela, Guilherme Daniel, Vicente Alves do Ó, Tiago Guedes, Hugo Diogo, Miguel Nunes, Farid Salame, Pedro Branco, José Fonseca e Costa, André Vieira.Em teatro trabalhou com Ana Água, Ontroerend Goed, Brett Bailey, António Guedes, Christiane Jatahy, Mónica Calle, Alexandre Lyra Leite, Vilmos Vajdai, Adam Fekete, Bruno Bravo, António Simão, Ricardo Cabaça, Marco Valerio Amico, Claudio Hochman, Ávila Costa. Das suas criações destaca: Like tears in rain; Family Album Series; Scars Project; Collecting Meaningful Silences; Alice in Underwear; Sobre a Criação de um Mundo – 1a Hipótese; “What forms of life would future viewers reconstruct from this material?”

Marina Leonardo (Évora, 1993) criadora e actriz. Licenciada em Teatro pela Universidade de Évora (2014). Fez formação superior complementar em interpretação no ramo de Teatro Físico no Institut del Teatre de Barcelona. Durante o seu percurso profissional trabalhou com Angélica Liddel, Nuno M Cardoso, Um Colectivo, Tiago Vieira, Nova Companhia, Companhia João García Miguel, Cristina Carvalho, Ana Borralho e João Galante, Juan Carlos Agudelo Plata, Stéphane Lévy, Juanjo Cuesta, Maria Codinach, entre outros. Foi uma das representantes portuguesas no projecto École des Maîtres (2019) com a direção de Angélica Liddel, tendo participado em diversos festivais em Itália, França, Portugal e Bélgica. Trabalha regularmente com a companhia GATO AS, onde trabalhou com Mário Primo e com a Casa del Silencio de Bogotá, tendo participado no Festival Ibero-americano (CO), International Mime Art Festival (PL) e Festival Internacional de Teatro de Zaragoza (ES).Em cinema trabalhou com Leonor Teles, Dinis Costa, Maria Sande e Castro e Afonso Crespo. Destaca-se a curta-metragem Terra Amarela (2018), realizada por Dinis Costa, nomeada para melhor curta-metragem nos Prémios Sophia (2019). É co-fundadora do colectivo artístico Buganvílias, onde iniciou processos de escrita para teatro e onde se estreou em encenação.