Manifesto Nada

Ópera de António de Sousa Dias
a partir de Manifestos DADA de Tristan Tzara
Inestética companhia teatral

Palácio do Sobralinho
17 Fev a 5 Mar 2022
Qui a Sab 21:30 / Dom 18:00
Sessão Extra Sab 5 Março 18:00
Estreia
M/12

Ópera-manifesto contra e a favor de tudo e decididamente sobre nada.

Música António de Sousa Dias
Encenação Alexandre Lyra Leite
Barítono Rui Baeta
Sopranos Joana Manuel, Célia Teixeira
Ensemble Fábio Oliveira (trompete), Philippe Trovão (max tenor), Guilherme Reis (contrabaixo), António de Sousa Dias (electrónica)

MANIFESTO NADA inspira-se no irreverente movimento DADA, que no início do séc. XX provocou rupturas na percepção da arte e inspirou inúmeros artistas e colectivos de vanguarda. Tristan Tzara, considerado o precursor do movimento Dadaísta, afirma claramente com a publicação do livro “Sete Manifestos Dada” (1924) a ruptura entre poesia tradicional e poesia dadaísta, numa atitude provocatória de desconstrução e negação de todas as convenções culturais, sociais, morais, estéticas e linguísticas.

A música de António de Sousa Dias propõe uma viagem possível neste universo, cortejando a desconstrução, flirtando com a colagem, namoriscando a irreverência, num piscar de olhos a diferentes expressões musicais contemporâneas ou próximas do movimento DADA e onde a lógica não é a regra.

fotos © Vítor Hugo Costa

Ficha Artística

Música António de Sousa Dias
Manifestos DADA Tristan Tzara
Encenação Alexandre Lyra Leite
Tradução Rita Leite
Barítono Rui Baeta
Soprano Joana Manuel
Soprano Célia Teixeira
Trompete Fábio Oliveira
Saxofone (tenor) Philippe Trovão
Contrabaixo Guilherme Reis
Concepção visual Alexandre Lyra Leite e Rita Leite
Produção executiva Rita Leite
Direcção técnica Fernando Tavares
Design gráfico Rita Leite
Registo e edição vídeo Vítor Hugo Costa
Apoio à produção Susana Serralha
Produção Inestética companhia teatral
Estrutura financiada por
República Portuguesa – Cultura / DGArtes
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Apoios
Arte Franca, Imarte, Metafilmes
Agradecimentos
Diogo Delgado

Biografias

António de Sousa Dias | compositor
Compositor, artista multimédia, professor e investigador, António de Sousa Dias é doutorado em Estética, Ciências e Tecnologias das Artes – Música e diplomado com o Curso Superior de Composição. É autor de obras explorando diversas formações e géneros bem como de música para filmes. A performance e o teatro musical também desempenham um papel importante no seu percurso, donde a colaboração com grupos como: ColecViva, Grupo Música Nova e Les Phonogénistes. Actualmente, o multimédia, a instalação e a criação visual encontram-se nos seus focos de interesse, assim como a recuperação de obras musicais (através de transcodificação ou transferência tecnológica). É Professor Associado na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Alexandre Lyra Leite | encenador
Nasceu em Lisboa, em 1971. Licenciado em Cinema na ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema, Lisboa. Estudou Produção e Gestão Teatral no IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral. Em 1991 fundou a Inestética companhia teatral, onde desenvolve actividade profissional como director artístico, encenador, produtor e autor. Encenou espectáculos nas áreas do teatro, performance e ópera, bem como vários musicais infantis para a Universal Music Portugal. Para além de textos originais, concebeu e dirigiu espectáculos a partir de Franz Kafka, Fernando Pessoa, Charles Baudelaire, Edgar Allan Poe, Italo Calvino, William Blake, Tristan Tzara, entre outros. Deu aulas no Curso Superior de Produção Multimédia Interactiva, IPA – Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos, Lisboa, e foi formador entre 2006 e 2018 na ETIC, em Lisboa, nos cursos de Realização, Vídeo e Animação 2D/3D. Premiado em três edições do Concurso “O Teatro na Década”, organizado pelo Clube Português de Artes e Ideias, e bolseiro na área de Artes do Espectáculo/Teatro do Centro Nacional de Cultura, Lisboa, e da Fundação Calouste Gulbenkian, no programa de Novos Encenadores. Em 1996 foi distinguido com a Placa de Mérito Cultural da Cidade de Vila Franca de Xira.

Rui Baeta | barítono
Diplomado em Canto pela Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (1998) e licenciado em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa (2002). Barítono, cantor solista, intérprete, professor de técnica vocal e criador/director de projectos musicais. Já colaborou com os encenadores Diogo Infante, Ricardo Pais, Alexandre Lyra Leite, João Grosso, Olga Roriz, Jonh Retalack, Nuno Cardoso, André Kowlavski, João Lourenço e Jorge Silva Melo, entre outros. Aperfeiçoamento artístico na Fondation Hindemith na Suíça, na Academie Francis Poulenc em França e na Mozarteum Akademie na Áustria. Na qualidade de barítono solista destacam-se concertos com Orquestra Nacional do Porto, Orquestra de Cascais e Oeiras, Orquestra das Beiras, Orquestra do Algarve, Camerata de Lyon, Ensemble D’Arcos, Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa e FCG. Protagonizou as óperas de câmara “O Corvo” de Luís Soldado, a partir de Edgar Allan Poe, “Tabacaria” de Luís Soldado, a partir de Fernando Pessoa, e “As Flores do Mal” de Luís Soldado, a partir de Charles Baudelaire, produzidas pela Inestética companhia teatral.

Joana Manuel | soprano
Membro do Coro Gulbenkian entre 1998 e 2005, actriz desde 2001, trabalhou como performer ou co- criadora com Fernando Gomes, Ricardo Pais, Caroline Petrick, Giorgio Barberio Corsetti, Nuno M Cardoso, Nuno Carinhas, Fernanda Lapa, Victor Hugo Pontes, Teatro Cão Danado, ColecViva, Rui Galveias, Teatro Cão Solteiro e Teatro Praga, e no cinema, audiovisual e video-instalação com A.P. Vasconcelos, Tiago Alvarez Marques, Sérgio Graciano, António Pinhão Botelho, Simão Cayatte, Mariana Silva, João Pais da Silva e Pedro Neves Marques. Vocalista do grupo ‘el Sur’. Autora de “O Espelho Invertido (e outro texto)”, editado pela Douda Correria.

Célia Teixeira | soprano
Licenciada em Canto Lírico pela Escola Superior de Música de Lisboa e mestre de Ensino da Música na mesma Instituição. É soprano do Coro da Chorakademie de Lübeck na Alemanha. Já colaborou inúmeras vezes com o Festival Peças Frescas no São Luiz Teatro Municipal, o Festival Dias da Música no CCB, o Festival Música Viva da Miso Music, com o Programa Jovens Compositores do Teatro Nacional de São Carlos e com o festival Operafest de Lisboa. Apresentou-se com o Coro Divino Sospiro no Festival Internacional de Música de Marvão e no Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi solista das obras “O mar que se quebra” do compositor João Carlos Pinto, “Lilith” do compositor Pedro Finisterra e “ Courage to follow the way” do compositor Daniel Davis. Estreou a ópera “Até que a morte nos separe” da compositora Ana Seara no festival Operafest, a ópera “Flores do Mal” do compositor Luís Soldado, produzida pela Inestética companhia teatral e a ópera de câmara “Precisas de falar?” do compositor Francisco Fontes, produzida pelo Gnration. Apresentou-se também como cantora solista na ópera “Pinocchio” de Pierangelo Valtinoni, nos espetáculos “Once upon a time” e “Arquivo” de Manuela Ferreira, “Orfeu e Eurídice” de Olga Roriz e “Baú da Descoberta” de Sara Ross e Daniel Davis. Colaborou com os encenadores António Pires, Claudio Hochman, Manuel Jerónimo, Tiago Rodrigues, Linda Valadas, Olga Roriz, Ávila Costa e Manuela Ferreira e com os maestros Jan Wierzba, Rui Pinheiro, Alberto Roque, Paulo Lourenço, Massimo Mazzeo, António Baptista, Paulo Matos, entre outros.

Fábio Oliveira | trompete
Começou os estudos musicais aos 8 anos na escola de música da Sociedade Filarmónica Humanitária. Com 11 anos ingressou no Conservatório Regional de Palmela na classe de trompete do professor Mário Carolino. Aos 18 anos ingressou na Universidade de Évora no Curso de Música variante de Interpretação onde trabalhou com o professor Pedro Monteiro, onde conclui a Licenciatura. Durante este período frequenta diversas Masterclasses e Conferências com diversos músicos de renome tais como Jorge Almeida, António Quitalo, David Burt, Stephen Mason, Gábor Tarkövi, Jeroen Berwaerts, Per Ivarsson, Fruzsina Hara, Sérgio Pacheco, Nenad Markovic, entre outros. Tem desenvolvido atividade com freelancer colaborando nos mais variados tipos de projetos e estilos musicais. Atualmente é músico da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa, e músico da Kalimotxo Orkestar. Colabora regularmente com vários projectos na área do jazz, música ligeira, música de câmara e bandas filarmónicas.

Philippe Trovão | Saxofone (tenor)
Nasceu em 1992 em St. Tropez, França. Aos 8 anos começou os estudos musicais na Sociedade Filarmónica Vestiariense e aos 11 anos ingressa na Academia de Música de Alcobaça. Em 2010 prossegue os estudos na Escola Superior de Música de Lisboa com José Massarrão, onde finalizou a licenciatura em saxofone e o mestrado em ensino da música. Vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, também se apresentou como solista com a Camerata de Sopros Silva Dionísio, com a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa e com a Orquestra Sinfonieta de Chieri, em Itália. Esteve envolvido em vários projectos multidisciplinares, entre eles o bailado “Dance bailarina, dance”, com a Companhia Nacional de Bailado, o espectáculo “As Artes no Panteão: Ecos de um Meta- Tempo”, uma colaboração da Escola Superior de Música, Escola Superior de Dança e Escola Superior de Teatro e Cinema, a peça de teatro “Medeia”, uma colaboração entre o Laboratório de Música Mista da ESML e a Escola Superior de Teatro e Cinema e a peça ODISSEIA, com Teresa Sobral e José Raposo, onde trabalhou como sonoplasta. Dedicado ao desenvolvimento de projectos criativos realizou várias residências artísticas, entre elas com a Associação Dias da Música Electroacústica, em Seia, e residência inserida no programa Talentes Emergentes, da Miso Music Portugal. É presença assídua em concertos de música improvisada e realizou concertos em vários festivais de música contemporânea portugueses. Para além da música improvisada e da criação/composição dedica-se à recuperação de obras para instrumento(s) e dispositivo electroacústico, ao estudo do repertório contemporâneo para saxofone, ao estudo de síntese sonora e à performance. É membro do ensemble residente da Associação Disrupção. Está a desenvolver um projecto de investigação, RECAST, e em 2021 lançará o seu primeiro disco em nome próprio. Lecciona no Conservatório Regional Silva Marques, em Alhandra e no Conservatório de Música de Santarém.

Guilherme Reis | contrabaixo
Natural de Lisboa, estuda na Academia Nacional Superior de Orquestra sob a orientação do prestigiado professor Yury Aksenov. No mesmo curso foi também aluno do professor Ercole de Conca e Vladimir Kouznetzov.Obteve menção honrosa nos concursos Cultivarte Escalão B (cordas) em 2016 e no V Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa Contrabaixo Juvenil em 2019.
Em 2017 gravou um CD, “Pinho Vargas Bruckner”, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e Pedro Amaral.Em 2019 gravou um CD, “Estreias Mundiais”, com a Orquestra Sinfónica Juvenil e Christopher Bochmann. Estreou obras de Christopher Bochmann, António de Sousa Dias, Pedro Amaral, e Nelson Jesus.Em 2018 participou nos “Dias da Música em Belém”.Em 2019 participou nos 125 anos Teatro São Luiz e no Festival ao largo.Colaborou com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Sinfónica de Thomar e Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa.Em 2018 estreou-se como elemento participante da Orquestra Sinfónica Juvenil e desempenha funções como chefe de naipe desde 2019.