Dança Invisível 2019 – Ciclo de Dança Contemporânea

PALÁCIO DO SOBRALINHO
10 A 18 MAIO 2019


10 Mai 21:30 MIRAGEM:(.404)
Renann Fontoura
11 Mai 21:30 NO INTERVALO DE UMA ONDA
Rafael Alvarez
17 Mai 21:30 LANO KAJ NEĜO
ASTA / Miguel Pereira
18 Mai 18:00 E.LE.MEN.TO
Bruna Carvalho
+
LA GALLADA DEL TOCHE
Sylvia Jaimes / Helena Reis / Bojan Mucko


MIRAGEM:(.404)
Renann Fontoura

Sex 10 Maio 21:30
M/6

Miragem | Rennan Fontoura

Partindo da ideia de informação como restrição, a performance convida o público a preencher os espaços sombreados por bordas maleáveis que se formam, reformam, viram à direita, balance point, acelera, muda o foco e sobra, isola a cabeça, volta pro tronco, acelera e salta dentro do imaginário de cada um. Um corpo que usando de uma linguagem alimentada por estímulos de signos que se repetem no quotidiano comum; posições extraídas de diferentes situações que dentro de uma “lógica“ pessoal muitas vezes se dispersa e volta, aceita o ponto de dispersão e o inclui no não disperso, cria uma ficção (não) narrativa ou apenas te faz pensar em o que aconteceu durante o dia, quais roupas precisam ser lavadas ou ainda gerar uma vontade de rolar o feed de alguma rede social.

Criação e Interpretação: Renann Fontoura
Música: Ryoji Ikeda – Space
Aconselhamento Artístico: Sofia Dias & Vitor Roriz
Direção Técnica: Zeca Iglésias
Fotos: Vitorino Coragem
Produzido no âmbito do PACAP 2 / Fórum Dança

Miragem | Rennan Fontoura

Renann Fontoura (1993 , Porto Alegre , Brasil). Teve seus primeiros contatos com dança em 2008. Aprofundou estudos das danças que compõem o termo conhecido como “Danças Urbanas “. Sempre com grande foco na investigação da improvisação corporal, tendo como maiores bases o HipHop Dance e algumas técnicas da dança Popping.
Em 2014 entrou para a companhia Grupo de Rua de Niterói (GRN), dirigida por Bruno Beltrão , trabalhando como intérprete nas peças H3 e Cracks . Começou um trabalho com a companhia Francesa RAMa em 2016 , dirigida por Fabrice Ramalingom, atuando como Intérprete Criador na peça “ Nós , Tupi or not Tupi ? “. Em 2018 integrou o elenco da companhia Híbrida (Rio de Janeiro , Brasil) participando da criação da peça IN(in)terrupto e como intérprete nas peças Olho nu e Non stop.
Frequentou o PACAP 2 (Programa Avançado de Criação em Artes Performativas) sob a curadoria de Sofia Dias e Vitor Roriz , no espaço Forum Dança (Lisboa, Portugal), onde desenvolveu seu primeiro trabalho autoral, intitulado MIRAGEM:(.404)


NO INTERVALO DE UMA ONDA
Rafael Alvarez

Sab 11 Maio 21:30
M/6

No intervalo de uma onda | Rafael Alvarez

NO INTERVALO DE UMA ONDA revela-se através de um diálogo silencioso de escuta e de observação. A experiência estética do exercício da viagem materializa-se numa escrita coreográfica e plástica do invisível, do indizível, do imanente, do efémero, do frágil e do intuitivo. Nesta primeira viagem a Tóquio coleccionam-se e cruzam-se referências e impressões, obras e narrativas que alimentam o espólio de imaginários e imagens em torno do país do Sol nascente. A partir do meu olhar exótico deixo-me guiar pela acumulação de lugares comuns e clichés de uma certa imagem (ocidental) do Japão e simultaneamente mergulho num mar de descobertas e revelações engolido pela megalópole de Tóquio. Uma imagem iniciática motiva a criação deste solo, permanecendo invisível, mas presente ao longo do projeto – “A Grande Onda de Kanawaga”, obra icónica do pintor japonês Hokusai criada em 1830 e reproduzida a partir de meados de 1870 através de uma série de litografias partindo da técnica tradicional de estampa japonesa, conhecida por ukiyo (literalmente, “mundo flutuante”). Neste mundo flutuante nada é demasiado pequeno ou insignificante para deter a nossa atenção. Este solo de sombras, evocações e máscaras cuja onda de Hokusai permite corporalizar é um convite duplo à viagem e à quietude.

Direcção Artística, Coreografia, Interpretação, Cenografia, Vídeo e Figurino: Rafael Alvarez
Direcção Técnica e Desenho de Luz: Nuno Patinho
Colaboração Artística (interpretação vídeo): Kotomi Nishiwaki
Gestão e Produção: BODYBUILDERS | Rafael Alvarez
Assessoria de Imprensa: Mafalda Simões
Fotografia de Cena: Elisabeth Vieira Alvarez

Coprodução: Festival Temps d’Images/Duplacena e BODYBUILDERS
Apoios em Residência: Ryogoku Bear (Tóquio), Ko Murobushi Archive (Tóquio), Micadanses (Paris), Le Carreau du Temple (Paris), Teatro Municipal do Porto Campo Alegre (Porto), EIRA / Teatro da Voz (Lisboa), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo)
Apoios: Negócio / ZDB (Lisboa), Ryogoku Bear (Tóquio), BUoY Arts Centre (Tóquio), TPAM 2018 / BUKATSUDO (Tóquio)
Parcerias: Escola das Artes / Universidade de Évora, Escola Superior de Artes e Design – Caldas da Rainha / Instituto Politécnico de Leiria, Escola Superior de Dança / Instituto Politécnico de Lisboa
Apoio à Internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian
Projecto WAVE apoiado pela República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes

No intervalo de uma onda | Rafael Alvarez

Rafael Alvarez Coreógrafo e intérprete, cenógrafo e figurinista, investigador e professor. O seu trabalho coreográfico tem sido apresentado desde 1997 na Europa, América do Sul e América do Norte, Médio Oriente, Ásia e África. Nos últimos 20 anos tem investigado e desenvolvido uma dimensão plástica do movimento e da composição, revelando uma forte componente visual na construção do corpo-espaço e da linguagem coreográfica. Os seus espectáculos destacam-se pelo uso enigmático, simbólico, poético e minimalista do corpo, da dança e do espaço. Tem investido de forma aprofundada, na relação da Dança com a Comunidade e na dimensão colaborativa da prática artística de diálogo e intervenção com o mundo. Lecciona desde 1998, Dança Contemporânea – Improvisação/Composição e Dança Inclusiva, desenvolvendo projectos de formação envolvendo estudantes e profissionais de dança, pessoas com deficiência, seniores, pessoas com Parkinson, crianças e artistas em geral. Coordenador e professor no projecto Dança Contemporânea para Maiores de 55 Anos & Seniores que dirige desde 2001 em Lisboa integrando aulas semanais, laboratórios e apresentações. Coordenador artístico da Plural_Companhia de Dança e professor de dança inclusiva na Fundação LIGA (desde 1998). Integra a equipa de professores do Projecto Dançar com Pk – Aulas de Dança para Pessoas com Parkinson (membro do Dance for PD/EUA). Professor de Improvisação/Composição na FOR Dance Theatre / Companhia Olga Roriz (2017-19). Foi intérprete em espectáculos e projectos dirigidos pelos coreógrafos – Francisco Camacho/EIRA (PT), Christian Rizzo (FR), Lynda Gaudreau/Lucky Bastards (CN/FR) e do encenador Luís Castro/Karnart, entre outros. Doutor em Comunicação, Cultura e Arte – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, UALG. Pós-graduado em Ciências da Comunicação – Cultura Contemporânea – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade. Nova de Lisboa. Formado em Realização Plástica do Espectáculo e em Teatro e Educação – Escola Superior de Teatro e Cinema IPL. Foi Bolseiro do Centro Nacional de Cultura na área da Dança/Criação (2000-2002). Investigador Integrado CHAIA – Centro de História de Arte e Investigação Artística (2018-19). Foi artista apoiado pelo O Rumo do Fumo (2000-04) e artista associado da EIRA – Dança Contemporânea e Performance (2005-2016). Co-fundador da ANKA Companhia de Dança Inclusiva de São Tomé e Príncipe. Co-fundador e director artístico da BODYBUILDERS – Dança Contemporânea.


LANO KAJ NEĜO
ASTA / Miguel Pereira

Sex 17 Maio 21:30
M/12

LANO KAJ NEGO de ASTA / Miguel Pereira

Lano kaj Neĝo* debruça-se sobre a obra de Ferreira de Castro “A Lã e a Neve”, um símbolo para a identidade social e cultural da região da Beira Interior, para além de ser uma referência da literatura nacional.
Interessou-me encontrar um veículo que servisse por um lado o contexto local e ao mesmo tempo projetasse as questões e anseios da nossa humanidade.
A peça acompanha o percurso de Horácio, de pastor em Manteigas ansiando um dia reunir as condições financeiras para poder ter a casa que sonha para viver com a sua família, até se tornar tecelão numa fábrica na Covilhã e confrontar-se com a dura realidade do operariado.
Enquadrada nos anos 40 do séc. XX, durante o período da Segunda Guerra Mundial e com a ditadura em Portugal como pano de fundo, olha-se para a serra isolada e para as condições precárias em que vivem aqueles serranos, e olha-se para o auge do mundo industrial e têxtil na Covilhã onde o trabalho se torna uma reivindicação social importante. Ferreira de Castro coloca-nos perante a busca incessante dos homens e das mulheres por melhores condições de vida, esperando que um dia chegue esse tal “mundo novo” a que todos aspiram.

*A Lã e a Neve na língua esperanto. O esperanto é referido na obra, através de um personagem emblemático e fulcral para a narrativa, Marreta, que representa a busca dos ideais progressistas que Ferreira Castro subliminarmente insere. O esperanto é uma língua artificial criada como uma tentativa de projetar uma língua universal.

Direção: Miguel Pereira
Interpretação: Bruno Esteves, Carmo Teixeira, Sérgio Novo
Consultadoria Artística: Miguel Rainha
Desenho de luz: Pedro Fonseca/coletivo ac
Figurinista: Jorge Mendes
Produção e Comunicação: Rui Pires
Assistência de Produção e Comunicação: Helena Ribeiro
Produção: ASTA

Coprodução: Câmara Municipal da Guarda, Câmara Municipal de Gouveia, Freguesia de Famalicão, Teatro Municipal da Guarda, Cine Teatro de Gouveia, Casa da Cultura de Famalicão
Apoios: Câmara Municipal da Covilhã, IPDJ, Oriental de São Martinho
Agradecimentos: Museu de Lanifícios (Covilhã), New Hand Lab (Covilhã), Museu do Meio (Meio)

A ASTA é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | DGArtes – Direção Geral das Artes

LANO KAJ NEGO de ASTA / Miguel Pereira
LANO KAJ NEGO de ASTA / Miguel Pereira
LANO KAJ NEGO de ASTA / Miguel Pereira

Miguel Pereira Frequentou a Escola de Dança do Conservatório e a Escola Superior de Dança de Lisboa. Bolseiro em Paris (Théâtre Contemporain de la Danse) e Nova Iorque com bolsa do Ministério da Cultura. Trabalhou com, entre outros, Francisco Camacho e Vera Mantero. Participou na peça e no filme “António, Um Rapaz De Lisboa” de Jorge Silva Melo. Trabalhou com Jérôme Bel. Como criador destaca “António Miguel”, Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e menção honrosa do prémio Acarte/Maria Madalena Azeredo Perdigão (2000), “Notas Para Um Espectáculo Invisível” (2001), Data/Local (2002), “Corpo de Baile” (2005), “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo”, (2006), “Doo” (2008), “António e Miguel”, nova colaboração com António Tagliarini (2010), “Op. 49” (2012), “WILDE” (2013) colaboração com a mala voadora e “Repertório para Cadeiras, Figurinos e Figurantes” (2015) para o BCN. Em 2003, 2007 e 2015 criou para o repertório da Transitions Dance Company/Laban Centre as peças “Transitions”, “Transitions II” e “Transitions III” que integraram a tournée nacional e internacional da companhia. O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa e no Brasil. Em 2003 foi alvo de uma mini-retrospectiva nas Caldas da Rainha, integrada no ciclo “Mapas” organizado pela Transforma-AC em colaboração com a ESTGAD. É professor convidado em diferentes estruturas nacionais e internacionais. Criador convidado Serralves em Festa 2019. Desde 2000, convidado por Vera Mantero, é artista associado da estrutura O Rumo do Fumo.


E.LE.MEN.TO
Bruna Carvalho

Sab 18 Maio 18:00
M/6

E.LE.MEN.TO | Bruna Carvalho
fotos © Nelson de Castro

“Gostava de me tornar vento. De me tornar água. De fluir em formas indefinidas. Sem procurar. Sem encontrar.
Gostava de não usar palavras. Nem pensamentos. De ser vibração no céu da noite. Vibração de silêncios que ocupam o espaço até às estrelas.
Gostava de seguir sendo. Como murmúrio da terra às primeiras linhas de fogo. Como a viagem de uma folha da copa até ao chão. Chuva em queda livre. Onda de calor nas dunas de areia.
Gostava de ser energia. E esquecer-me. Ser elemento em liberdade.”
Bruna Carvalho

Criação e Interpretação: Bruna Carvalho
Música Original: Bruna Carvalho
Gravação e Apoio Técnico: Zeca Iglésias
Desenho de Luz e Direção Técnica: Zeca Iglésias
Adereço de Cena: Zeca Iglésias, Bruna Carvalho
Imagens Promocionais: Nelson de Castro, Bruna Carvalho
Vídeo: Nelson de Castro, Jorge Pinto
Produção: Carolina Martins, Bruna Carvalho
Documentação/Investigação: Telma João Santos

Apoio: Forum Dança Associação Cultural; BLX – Biblioteca de Marvila; Palcos Instáveis: Companhia Instável / Teatro Campo Alegre – Teatro Municipal do Porto; República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes; Fundação GDA

E.LE.MEN.TO | Bruna Carvalho

Bruna Carvalho, 1983, Viana do Castelo, Portugal.
Estudou música/bateria na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas – Hot Club de Portugal. Fez aulas de dança, workshops de representação, banda desenhada, desenho de som e dobragem. Frequentou o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, PACAP1, desenvolvido pelo Fórum Dança e a formação em produção promovida pelo Polo Cultural das Gaivotas – Boavista e Alkantara.
Trabalhou como intérprete e música com Tânia Carvalho, Luís Guerra e Flávio Rodrigues. Fez parte do projeto musical Moliquentos e é autora e co-autora de bandas sonoras de performances.
Faz trabalhos de cartoon, banda desenhada, poesia, fotografia e vídeo. Co-criou o filme Cigarettes com Manuel Guerra e participou no livro B.D. Bordalo do Museu Bordalo Pinheiro.
Criou as performances Mais Vale Um a Voar, Idiosyncrasy e E.le.men.to.
É colaboradora da Andaime Cooperativa Cultural – Arte, Educação, Ambiente, e dá aulas de percussão, bateria, ritmo, dança e movimento.


LA GALLADA DEL TOCHE
Sylvia Jaimes / Helena Reis / Bojan Mucko

Sab 18 Maio 18:00
M/6

La Gallada del Toche

Lab. 3
Sylvia Jaimes, Helena Reis, Bojan Mucko

Nesta versão do laboratório La Gallada Del Toche os artistas trabalham com pássaros em condições de liberdade restrita e pássaros selvagens, ambos temporariamente amestrados.
A Gallada conta com uma equipa de especialistas que estarão prontos a prestar os seus serviços de interpretação numa sessão aberta do laboratório.
Os resultados serão apresentados numa montagem interdisciplinar.

If we trace an imaginary line between seducing, studying, desiring, we may dive into the ahistorical familiarity between the hunter, the investigator and the collector. A tool constantly preserves the distance with the subject of interest: the pitfall, the camera, the gun.

Our distance would be sustained by language.

After the downturn in the late 20th century of long known practices that glorified humans who bravely confronted animals: bullfighters, whale trainers, crocodile hunters; the investigator became the only political possibility. We suggest a new hinge in our project: the interpreter.

Within a performative framed space (nomad lab), we will approach bird congregations. With the help of subject-designed objects we would play as facilitators, we would improve communication skills, we would decode.
The benefits of self discipline techniques (already proven to be effective in humans) would be used to approach something as defying as birdlife.
We mean to work with birds living under circumstances of captivity, high stress congregations or partial freedom. We propose to become translators, interpreters.

In the context of a live interpretation we will guide our subjects of study (birds) into lead actors (interpreters) of an hiper-naturalist ongoing laboratory.


DANÇA INVISÍVEL 2019
Ciclo de Dança Contemporânea

Programação Alexandre Lyra Leite
Design gráfico Rita Leite
Técnico Fernando Tavares
Registo e Edição vídeo Vítor Hugo Costa
Apoio à produção Susana Serralha
Produção Inestética – Associação Cultural de Novas Ideias
Estrutura financiada por República Portuguesa – Cultura / DGArtes, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Apoio União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Imarte, Arte Franca, Metafilmes, Pingo Doce

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