Inestética no Palácio

Criação e Difusão das Artes no Palácio do Sobralinho, Portugal

Projecto

A Inestética – Associação Cultural de Novas Ideias iniciou em 2013, com o apoio do Município de Vila Franca de Xira, um projecto de programação cultural do Palácio do Sobralinho, situado poucos quilómetros a norte de Lisboa.

Este espaço de criação, formação e difusão das artes, destinado a todos e aberto a diferentes visões do mundo, pretende gerar dinâmicas que promovam a criação artística e o acesso da comunidade a espectáculos e eventos culturais de qualidade, nas áreas da música, teatro, dança, literatura, gastronomia, artes visuais, cinema e performance.

Workshops para crianças, jovens e adultos, tertúlias, residências artísticas e projectos em parceria com outras entidades culturais nacionais e estrangeiras, são outras das actividades desenvolvidas.

A envolvente paisagem exterior, constituída por jardins, pomar e mata, proporciona também aos visitantes a possibilidade de desfrutarem de passeios pedestres e actividades de lazer ao ar livre.

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Palácio do Sobralinho

Quinta Municipal do Sobralinho

“Sobretudo a partir do século XVII, a região de Vila Franca de Xira atraiu a fixação de grande número de quintas, cuja posse pertencia à alta nobreza, a quem estas quintas serviam de abastecimento e garantiam um local refrescante no Verão, fora de Lisboa.
É neste contexto, de quinta de recreio, que surge o Paço do Sobralinho, cuja fundação remonta ao século XVII, o qual integra, para além do Palácio do Sobralinho, um parque, constituído por jardins, horta e mata, num modelo de organização característico das quintas que se formaram nos arredores de Lisboa.

Do primeiro Paço edificado em finais do século XVII, não nos ficou qualquer menção nem tão pouco, elementos construtivos deste período. Todavia, temos a indicação que o Palácio foi ampliado no século XVIII. É com o Duque de Terceira, figura muito próxima da família real, que o Sobralinho se tornará num local de encontro da aristocracia da época. Em 1918 o Paço do Sobralinho pertencia aos Condes de Sagres, tendo sido comprado por Camilo Infante La Cerda em 1919. Este decorou luxuosamente o palácio, contudo, em 1944, um violento incêndio destruiu-o por completo, ficando apenas as paredes-mestras do corpo central do edifício e dois torreões. Toda a propriedade foi então comprada por Ricardo Espírito Santo Silva, tendo as suas filhas iniciado as grandes obras de recuperação que se prolongaram até 1963. Os trabalhos de recuperação tiveram a cargo do arquitecto Luis Possolo. O tratamento exterior foi o de um gosto setecentista, com grande relevo dado à simetria das janelas, ao andar nobre e à criação de uma grande porta de entrada, com uma varanda no seu remate. Tudo isto, também com uma profunda ligação ao jardim, o qual se abre de fronte da casa, sendo o acesso feito através de uma escadaria com dois tanques, estabelecendo-se uma ligação visual com o Rio Tejo.

Adquirida pelo Município em 1993, a Quinta Municipal do Sobralinho tem constituído desde então, e após um continuado esforço de recuperação do seu património, um importante apoio ao desenvolvimento de acções no âmbito sociocultural, a par de uma actividade agrícola, nomeadamente a horta e o laranjal, e de preservação das características ecológicas. Para além do Palácio, com algumas salas com tectos em caixotão, pintados por Andrea Basalisa, inspirado nos motivos decorativos dos séculos XVII e XVIII, há que salientar a zona de matos, de grande riqueza ecológica e as ruínas do Convento de Nossa Senhora dos Anjos.”

(texto © Câmara Municipal de Vila F. Xira)